sexta-feira, 22 de abril de 2022

O Direito em tempos difíceis

 O Direito está mergulhado no oceano da moral, mas pode-se dizer que nem todos os valores sociais, todas as regras existentes no campo da moral estarão representadas no campo do Direito, somente uma parte será representada, oriunda dos valores da cultura vencedora.


E estes valores que são orientadores no campo da moral, nos falam de misoginia, racismo, capacitismo, muito preconceito.

O Direito como instituição capta as regras agasalhadas nestes valores oriundos do campo da moral - e cria as leis, atendendo aos ditames daqueles que representam a sociedade vigente -. Só assim podemos entender as palavras do eminente Ministro Luís Roberto Barroso em seu livro Sem Data Vênia: “se os homens engravidassem o aborto já não seria crime há muito tempo”.

E não são só as leis que retratam esta cultura, há uma microfísica do poder que se revela no dia a dia da instituição do Direito.

Tempos difíceis estes!

Happy Passover?

A verdade meu amigo não se espante,

É uma obra de Ariadne, em tênue fio.

Toda Vida, todo tudo neste mundo
Está coeso, num mistério tão profundo,
Que entender este desenho é um desafio.

Quem tece o fio de Ariadne que se esconde,
E serpenteia para além de nem sei onde?

Se o que eu faço ou não faço, é uma engrenagem,
Que arrasta a consciência em torvelinho,
Quem cria a tudo num roteiro mais profundo,
Que a tudo une, em aparente desalinho?

Transmutar a engrenagem com ciência,
É perceber que entre o caos e a coerência,
A vida cria nossa vida deste fio.
Então vale a pena caminhar com mais cuidado,
Ao conceber um novo filme desta história.
E que os anjos nos concedam tal vitória!

E um dia....
Frente a frente à Grande Luz,
Guardadora dos portais do paraíso,
Cada um vai contar a sua história,
Computar aprendido e ensinado
E retornar, apagando da memória,
Retrocedendo os dez graus já declinados!
(Regina Moraes - Páscoa)

Cientista e espiritualista


Navego por e entre dois mares
E no longo percurso do caminho
Fui me desdobrando,
Me desfazendo e recompondo
Não sou quem fui
Nao sou só quem sou
Centenas de eu’s
Profundos ou rasos
Me tornam inteira
E em cada soleira,
Em cada beira,
Desdobro de novo.
Sigo o conselho de Adélia,
Sou desdobrável!
Tal qual Clarissa,
pouco amável.

E nas beiras e cantos, encontro pedaços
Meus, seus e de outros, Histórias!
Pura antropofagia!
E me componho em uma nova sinfonia.
Que ironia!

terça-feira, 13 de abril de 2021

O Aprendiz

 O Aprendiz

A força criativa é a 1ª. propriedade da mente humana, que é social por natureza. Isto significa que nosso individualismo passa por conexões comunitárias.

A 2ª. propriedade da mente humana é a construção da informação, que se dá de forma conjunta e participativa.

A 3ª. propriedade da mente humana é a socialização da informação, querendo afirmar com isso que o ciclo de aprendizado da mente se inicia a partir da imersão do sujeito em debates, diálogos, troca de idéias e finda com a pessoa operacionalizando a vida de forma diferente, porque aprendeu uma nova forma de fazer. Nosso fazer passa por conexões comunitárias.

A 4ª. propriedade da mente tem a ver com mimese, ou seja, a capacidade que a mente possui de ser um campo onde idéias e conceitos se debatem até que algo novo substitua as antigas posturas.

A vida conjunta, a convivência, a vizinhança, o trabalho reforçam os laços de aprendizagem . A técnica não pode substituir a ética. No entanto, há uma sociedade tecnológica, que se afasta a passos largos dos valores como solidariedade, ética e justiça. Adorno falava dos perigos do fetichismo da tecnologia em detrimento dos aspectos mais nobres da natureza humana.

Autoria: Regina Moraes

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

O livro 32 Tipos de Inteligência agora em Portugal - Editora SAGARANA - Uma Neurociência na Cabala...Uma biologia espiritual

Fiz uma revisão no livro e publiquei em Portugal para toda a Europa, em língua portuguesa. Quero conversar com quem fala a minha língua. 

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Da mesma forma que muitos, trânsito entre a Ciência e espiritualidade e embora eu seja uma estudiosa das inteligências observadas do ponto de vista bio-antropológico, aprofundei os  estudos do ponto de vista das 32 Inteligências da Árvore da Vida, e escrevi um livro sobre estes caminhos espirituais. E percebi que há uma neurociência espiritual.


Por exemplo você pode ser um professor, uma professora, pode ser faxineira ou gerente de uma grande empresa; mas acredite estamos partilhando atualmente um dos caminhos mais nebulosos da mente, o da Inteligência dos Limites e Medos. E cabe perguntar: por quê chegamos aqui? Como chegamos? E como mudar a nós mesmos?

Eu estou convidando vocês a conhecerem um pouco mais destes caminhos da Biologia espiritual, os 32 Caminhos da Árvore da Vida.

A vida é terrena e espiritual. E afirmo como André Malraux: (...) Penso que a tarefa do próximo século, perante a mais terrível ameaça que a Humanidade conheceu, vai ser a de reintegrar os deuses.  (...) O século XXI será espiritual ou não  será!”
[André Malraux, A propósito do século XXI).

Nota: Hannah Arendt em um ensaio sobre as contribuições europeias contemporâneas para a filosofia política discute a obra de Malraux. Malraux participou da resistência francesa durante a ocupação nazista.

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

A LGPD _ LEI GERAL DE PROTEÇÃO A DADOS

A LGPD

 

        A Lei Geral de Proteção a Dados chega em boa hora, pois há um descaso quanto à subjetividade do jovem e da criança. Há um frenesi estatístico nos artigos científicos sobre percentuais de uso  do Instagram, do Facebook por crianças e jovens e se expõe as crianças e os jovens, mais uma vez a pessoas que violam o imaginário infantil, e que ficam pacientemente aguardando, nestes aplicativos para ações de convencimento.

A LGPD recomenda que dados de pesquisas  e artigos que divulguem informações  de crianças e jovens precisam estar protegidos.  Por exemplo, estes dados estatísticos de pesquisa e seus artigos podem estar disponíveis  nas Secretarias de Educação, para consulta da comunidade, pesquisadores e outros  professores.

A LGPD pode ser implantada com sucesso, mas é preciso entender os riscos da não proteção aos dados da crianças e jovens. O problema não está na burocracia da lei, que até existe, mas sim no campo ético, pois é preciso medir as consequências das publicações destes dados e publicar com proteção aos dados.

É preciso uma adesão maior a esta discussão, já que o Direito Digital é uma conquista de todos.


O imaginário infantil e o brinquedo

 Walter Benjamim, filósofo judeu do século XX, falava do imaginário  infantil e de como este é cooptado pelo adulto, na fabricação do brinquedo. A verdade é que no mundo infanto-juvenil o imaginário não é  preenchido pelas crianças e jovens, que quando criam sonhos, pistas e castelos imaginários, o fazem  com os artefatos criados pelos adultos, o que exige do adulto uma transparente  responsabilidade ética.

Essa discussão hoje precisa recair sobre a narrativa inventada pelo adulto sobre "kid digital influencer". A questão é o apelo à criança e ao jovem para serem influenciadores digitais em troca de dinheiro e produtos para os adultos, que esvaziados de sentido, recorrem ao imaginário infanto-juvenil, "ainda em formação".

 Este debate precisa ser feito, há riscos nessa exposição descompromissada, pois as habilidades cognitivas da criança e do jovem estão em pleno desenvolvimento  de valores e dependem de uma convivência protetiva, progressiva e afetiva com os adultos.