sábado, 1 de dezembro de 2012

Violência nas escolas e relação professor aluno

Assisti ontem um debate incrível com um professor da UNB e uma professora da UNESCO, sobre uma Pedagogia para a Democracia. Passo o link Imperdível! 

http://globotv.globo.com/globo-news/globo-news-alexandre-garcia/v/convidados-debatem-violencia-nas-escolas-e-relacao-entre-professor-e-aluno/2266840/

O aspectos federativos do Brasil - um eterno devir

O Brasil é uma República Federativa e a beleza de uma Federação é a unidade na diversidade. Ulisses Guimarães dizia que este conceito no Brasil ainda é um devir (vir a ser) pois não se compreende que no aspecto federativo existam estados e municípios tão ricos, enquanto outros continuem tão pobres.
Digo isto devido à questão dos royalties. Não tivemos pleno acesso aos estudos temáticos que embasaram a legislação e nos soltam em meio a discussões inócuas, aprovações, vetos e passeatas.

É muito triste ver o povo ser arrastado a opiniões que não sejam construídas a partir de seu próprio conhecimento, mas fazer o povo brasileiro de massa de manobra é um hábito daqueles que ocupam posições na Política. Enquanto isso - já dizia o filósofo Tucídides - a causa comum fracassa imperceptivelmente.

domingo, 25 de novembro de 2012

CORA CORALINA - ENSINAR E APRENDER

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas, 20/08/1889 — 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás. Só em 1965, aos 75 anos, ela conseguiu realizar o sonho de publicar o primeiro livro.

#CoraCoralina

Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. 

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Paulo Freire - Pedagogia da Esperança


Paulo Freire comentando sobre a ideologia do descaso, que considera que o povo escolhe ser inculto, pobre e morar na rua, porque quer.

"Num primeiro momento a luta pela unidade na diversidade que é obviamente uma luta política, implica a 
mobilização e a organização das forças culturais em que o corte de classe não pode ser desprezado, no sentido da ampliação e no do aprofundamento e superação da democracia puramente liberal.

 É preciso assumirmos a radicalidade democrática para a qual não basta reconhecer-se, alegremente, que nesta ou naquela sociedade, o homem e a mulher são de tal modo livres que têm o direito até de morrer de fome 
ou de não ter escola para seus filhos e filhas ou de não ter casa para morar. O direito, portanto, de morar na rua, o de não ter velhice amparada, o de simplesmente não ser. 

É imperioso irmos além de sociedades cujas estruturas geram ideologia de acordo com a qual a responsabilidade pelos fracassos e insucessos que elas mesmas criam pertence aos fracassados enquanto indivíduos e não às estruturas ou à maneira como funcionam essas sociedades. 


Se os garotos negros não aprendem bem o inglês a culpa é deles, de sua incompetência "genética” e não da discriminação a que são submetidos, de raça e de classe, e não do elitismo autoritário com que se pretende impor o "padrão culto”, elitismo, no fundo, irmão gêmeo do desrespeito total ao saber e ao falar populares. 


É o mesmo que ocorre no Brasil, Os meninos e as meninas dos morros e dos córregos não aprendem porque são, de nascença, incompetentes. 


Estes foram alguns dos temas debatidos em Pedagogia da Esperança, por Paulo Freire.


Carl Gustav Jung - Nascemos originais e morremos cópia

A vida em sociedade constitui-se em um paradoxo da informação, neste sentido Jung dizia que todos nós nascemos originais e morremos cópias - mimese mútua eu diria. No aprendizado colaborativo findamos por acabar parecidos uns com os outros. 

Mas  para aprender uns com os outros, uma boa dose de amor é necessária, e com amor o processo de aprendizagem fica mais fácil, pois quando se admira, se respeita alguém, quer-se  absorvê-la, imitá-la, copiá-la. E assim, nesta troca aprende-se a amar verdadeiramente, pois onde o amor cresce, o desejo de poder minimiza-se; ao contrário onde o poder predomina, há falta de amor. "Um é a sombra do outro" diria Carl Gustav Jung. 

Só com amor seremos cópias mais fortes uns dos outros, com mais tinta e poderemos impregnar a vida uns dos outros com novas cores, mais brilhantes.

Ao final de todo esse processo de aprendizado mútuo -  filosoficamente falando -  um dia seremos UM.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Hegel - Entre Resultados e Processos

Hegel dizia que avaliar o processo é tão importante quanto avaliar o resultado, pois resultados são cadáveres que o processo em suas várias trajetórias deixa para trás. No resultado você olha para uma variável que restou ali imóvel em sua in-completude. Mas quando você observa o processo que fez chegar aquele resultado você inclui mais variáveis, mais responsabilidades.

Digo isso ao refletir - no campo ético – sobre o que aconteceu na Rocinha envolvendo abuso de menores. Se olharmos o resultado, condenaremos os pais, as mães, o cabeleireiro e até as meninas. Mas olhando o processo teremos que avaliar as práticas do governo e da sociedade como um todo, e neste ponto nenhum de nós pode deixar de ser chamado para falar de sua contribuição nesse quadro.

Uns dirão, não tenho nada com isso, estes – certamente - abandonaram o barco há muito tempo – este que ficou à deriva. Outros ainda dirão: O que eu poderia ter feito? E o certo é que a esfinge continua esperando de cada um uma resposta e o tempo está passando e temos que juntos descobrir o enigma.


Digo tal qual Saramago:
“O destino, isso a que damos o nome de destino, como todas as coisas deste mundo, não conhece a linha reta. O nosso grande engano - devido ao costume que temos de tudo explicar retrospectivamente – é pensar no destino como uma flecha apontada diretamente a um alvo que, por assim dizer, a estivesse esperando desde o princípio, sem se mover. Ora, pelo contrário, o destino hesita muitíssimo, tem dúvidas, leva tempo a decidir-se”

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O Encontro do Amor - O sonho em Cecília Meireles



Só o amor verdadeiro  é capaz de quebrar barreiras, de fazer com que você seja uma pessoa melhor! Utópico ou real - o amor verdadeiro - transforma e te faz uma nova pessoa. É deste amor que Cecília Meireles fala em seu poema.



Meu Sonho (Cecília Meireles)

Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.

Mesmo significando este encontro tão fugidio, o amor verdadeiro vale a pena ser vivido, porque é ele que dá a dimensão de quem você é.