quarta-feira, 26 de abril de 2017

As regras do jogo

Em homenagem à Lucy (a mãe da humanidade)

O conhecimento está em tudo,
Absoluto é relativo,
Porque é o que é e é o que está!...
Evolui ...
E em seu próprio tempo...é o que há!

Tudo a nossa volta expressa,
Sem pressa.
Progressivamente...
O conhecimento!
Não há diferenças, há encaixes!
É um desenho, um jogo
Do mestre da atenção.
Não há erros, há junções.
Interações!

Construtores da vida !
E já vai longe o sétimo dia!
E não é para ganhar o jogo,
Mas, perceber o encarte.
E na arte... da undécima hora,
Fazer a sua parte!
Por hora.

Conhece as regras do jogo?
Compartilhe...

Estou precisando delas!
(Regina Moraes, mai. 2017)




"Portanto, cuidai de pôr em prática todos os estatutos e normas que hoje coloco à vossa frente".  (Deuteronômio, 11:32)


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade.

Será possível resgatarmos a finalidade das organizações – públicas e privadas - na trajetória da Democracia participativa e representativa? E dentro desta trajetória organizacional ter como finalidade o próprio  ser humano? E dentro deste, uma espiritualidade moral enraizada no bem comum? Que viabilize uma individualidade que se projete na vida do outro, com reciprocidade?

Nas marés da vida, na tempestade da Ação, uma onda flutuante, uma lançadeira desenfreada, Nascimento e túmulo, um mar eterno, Uma vida que tece e flui, todo luminosa, Assim, no tear sussurrante do tempo é a minha mão que prepara a vestimenta da vida que a Divindade veste! (Goethe - O Fausto)

Será que em algum tempo na vida veremos a organização  democrática em cada oficina e em cada escola; a oficina e a escola em cada templo; cada templo em cada homem e em cada mulher e cada um dentro da vida, todos trabalhando juntos em prol de todos.?

Moral: A construção da vida encontra-se, atualmente, mais em poder dos fatos do que das convicções. (Walter Benjamin) Mas...Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade. (Dom Quixote em Miguel de Cervantes).


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Escolha da Sabedoria

Vigie sempre o seu pensamento,  dele depende  sua vida. (Sabedoria)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Tudo o que não se regenera se degenera


Fazendo uma parábola no tempo, e aportando em 1997, Guy Debord[1] em A sociedade do espetáculo apresenta a sociedade como sistemas centrados na tecnologia, onde o isolamento fundamenta a técnica.

 O que liga os espectadores é apenas uma ligação irreversível com o próprio centro que os mantém isolados. O espetáculo reúne o separado, mas o reúne como separado” (DEBORD, 1997).

      Estamos sós  e não há volta do momento em que estamos vivendo e pode-se tecer o melhor caminho com nossas individualidades? “individualmente, nós resistimos; individualmente eu caio” (BAUMAN)[2].

Nas organizações do espetáculo, a supressão da personalidade acompanha as condições da existência - submetida às normas espetaculares – cada vez mais afastada da possibilidade de conhecer experiências autênticas, e por isso de descobrir preferências individuais (DEBORD, 1997). Para progredir é preciso encontrar a fonte geradora. Para se manter o que se conquistou é preciso incessantemente regenerá-lo. Para cada um e para todos, para si mesmo e para outrem, no amor e na amizade, no passar dos anos, é preciso a regeneração permanente. Tudo o que não se regenera se degenera[3] (MORIN, 2004).



Estamos vivendo uma revolução que preside o surgimento de uma nova época. Tomara que encontremos o caminho cooperativo, colaborativo, o caminho comunitário, pois individualmente vamos mais rápido, mas juntos vamos mais longe!.



[1] A Sociedade do Espetáculo – Rio de Janeiro: Editora Contraponto, 1997
[2] A Sociedade Individualizada
[3] MORIN, Edgar. Em busca do tempo perdido, Editora Sulina

sábado, 24 de dezembro de 2016

Interrogue-se cotidianamente à moda socrática

Para viver á moda socrática, precisamos ir além das aparências das questões e olhar cada objeto, cada fato, cada pessoa, com um olhar diferente do que usamos para viver. É preciso ir além das aparências, que são enganadoras. Por outro lado, aprofundar de forma imediata, sem as chaves do caminho, será um erro, porque não temos as informações necessárias,  uma vez que ainda não  montamos a árvore interna sobre as conexões do assunto, porque o tempo ainda não é chegado. E colher os frutos de forma tão precária, nos levaria a uma compreensão errônea do que queremos estudar ou perceber.

Viver á moda socrática é buscar entender as coisas, interrogando-as com gentileza até que o signo fale ao seu coração e a lógica construa as conexões em sua mente . E neste percurso nos deparamos com  kronus e Kairós, significando que precisamos de tempo para viver as questões, percebê-las, entendê-las e ao mesmo tempo precisamos amadurecer para que nossas considerações sejam menos ilusórias.

domingo, 27 de novembro de 2016

Tempos estranhos o nosso tempo

Não vi maiores discussões sobre a decisão do STF de prisão em segunda instância. No entanto a Constituição Federal trata as cláusulas pétreas como as que não podem ser modificadas a não ser para aumentar direitos.

Digo isto porque no artigo 5 da C. Federal no inciso 57, a norma diz que ninguém será preso até o trânsito em julgado da sentença condenatória. Como uma decisão do STF derruba uma cláusula pétrea?
Cai por terra o in dubta pro réu.

Na verdade muitos juízes demoram  muito para julgar os processos e a pessoa fica em liberdade durante mais de 15 anos. Mas isto não justifica este desmando entre poderes, pois procrastinação precisa ser tratada em outro âmbito legal. Será que foi para atender a sede de sangue do povo que clama contra a corrupção? Dentro desse mito, soltaram Barrabás há 2000 anos atrás e prenderam um inocente, que foi crucificado.

Enfim, a decisão do STF  foi para aumentar direitos? De quem?

Na verdade muitas instituições faliram nos tempos atuais. Uma outra é na ausência de provas, vale os indícios. É assim que querem prender, sem provas.

Cuidado. Amanhã é alguém de nosso círculo mais próximo que pode sofrer com esta revelia.

O Estado de Direito está abalado, pois sua máxima é que a vontade pública restringe a vontade do governante. No entanto no impeachment não se contou a vontade pública.

O estado de Direito foi abalado, as cláusulas pétreas estão sob questionamento. Não há mais necessidade da prova para condenar.

Estes são alguns indícios de que a Democracia está em cheque. 


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Começar sempre cada dia como se fosse a primeira vez!

Um dia me vi na estrada
Por caminhos que não desenhei
Obrigada a arrancar os botões internos e externos,
Abracei meu caminho, despi-me das utopias
E Segui
Caminhei com outras roupas, segui sem planos
Comprometida!
E assim sem espelho e sem lago pra me olhar
Eu segui
Caminhei, construí, desfiz tratos
Escrevi livros e
Refiz várias vezes o mesmo caminho
Sem descobrir a incoerência dos roteiros
Hoje em outras estradas, distante do ponto original,
Vejo diante de mim as casas e muros
E abro as gavetas e encontro a vida que vesti
E outras que nunca vivi
Mas tudo está ali como prova de quem fui
E de quem não sou
Meu número!
Minha história?
Está começando agora!
(Regina Moraes - 07/2016)