sexta-feira, 3 de novembro de 2017

O dinheiro e o significado da vida

Na Mitologia grega o renascimento dos antepassados é representada pela figura mitológica de Hermes Psicopompe, que tem a missão - segundo o paganismo grego - de... conduzir os mortos ao Mundo das Trevas, colocando o caduceu sobre os seus olhos.

O Caduceu simboliza a Contabilidade e é representado por um bastão. Perfeito o símbolo da contabilidade neste contexto da vida, no qual tudo deve ser pesado, medido, contabilizado.

No símbolo do caduceu, o bastão é entrelaçado por duas serpentes e um elmo alado. É o emblema protetor do comércio, emblema da paz e prosperidade. A insígnia da profissão contábil significa a capacidade, a inteligência e a astúcia. Aqui se entende que não é o dinheiro que traz a infelicidade, mas é a falta de habilidade da  natureza humana em não saber como administrá~lo em prol do bem comum.

Na mitologia grega Hermes Psicopompe representa também o renascimento, a transformação, o novo e a recompensa pelos esforços empreendidos.

Nestes contextos da vida comum,  deveríamos pensar mais sobre o dinheiro e o significado da vida!

sábado, 2 de setembro de 2017

O Novo individualismo da Pós Modernidade

Neste tempo de “progresso” um novo individualismo está sendo gerado, um ser humano mais cultural, enraizado em seus valores. A questão é que o ser humano torna-se a síntese deste momento histórico, e se faz o humano parentético de Guerreiro Ramos, enfrentando, de um lado as teses da Pós-modernidade e do outro a antítese de sua própria humanidade.

Mas por ser a síntese nesse processo dialético, o ser humano traz guardado em si mesmo variáveis que não estão nem na Tese , nem na antítese, mas que são potenciais da raça humana – um ser humano entre parênteses inserido no aqui e agora, aprontando-se para o salto em uma nova trajetória.

De certa forma Guerreiro Ramos profetizou a chegada do ser humano pós-moderno de Zygmunt Bauman, que teve que se desenvolver como um ser humano criativo, autônomo, e que aprendeu – por força dos novos paradigmas - a sacrificar a sua vida, porque segurança e liberdade lhes foram negadas. Uma segurança que se desmorona no ar, que o impulsionou para o “progresso” tecnológico sem humanismo, e ele não pode voltar atrás, porque um vento chamado futuro o impulsiona para frente. O ser humano precisa mais do que nunca de uma atitude crítica, para viver este momento.

O adjetivo “parentético” de Guerreiro Ramos vale-se da noção de “em suspenso”. A atitude crítica suspende ou coloca entre parêntese a crença do mundo comum, permitindo ao indivíduo alcançar um nível de pensamento conceitual. Sou a luta entre um homem (sic) acabado e outro que está andando no ar.
É possível criar em si mesmo um ser humano autônomo, corajoso e ético? Marx falava em ser humano genérico, que não é só um homem produtivo, mas o portador de um saber e de um ser.

Á custo conjeturamos o terrestre, com trabalho encontramos o que está à mão: quem rastreará o que há nos céus? (SABEDORIA, 16). Este jogo começou faz tempo e sabemos que temos uma vantagem: Aqui e agora, somos nós que desenhamos o desenvolvimento, o progresso.
Sófocles (496 a.c. - 406 a.c), um dramaturgo grego, comentava em Antígona:

Todavia, ao se tornar assim senhor de um saber cujos engenhosos recursos ultrapassam toda esperança, ele pode em seguida tomar o caminho do mal como do bem. Que o homem inclua, pois, nesse saber, as leis da sua pólis e a justiça dos deuses, à qual jurou fidelidade! (Sófocles – Antígona – versos 364 a 369)

O ser humano parentético de Ramos, o homem5 genérico (sic) de Marx, ou o ser humano Pós-moderno de Bauman, criam e dão sentido a uma nova sociabilidade, que se constrói diariamente em cada contexto, em cada comunidade. O vento do progresso nos convida a sermos a gênese do Adão individualizado, só, postado novamente diante de dois caminhos, na progressiva e permanente gênese de si mesmo.


quarta-feira, 26 de abril de 2017

As regras do jogo

Em homenagem à Lucy (a mãe da humanidade)

O conhecimento está em tudo,
Absoluto é relativo,
Porque é o que é e é o que está!...
Evolui ...
E em seu próprio tempo...é o que há!

Tudo a nossa volta expressa,
Sem pressa.
Progressivamente...
O conhecimento!
Não há diferenças, há encaixes!
É um desenho, um jogo
Do mestre da atenção.
Não há erros, há junções.
Interações!

Construtores da vida !
E já vai longe o sétimo dia!
E não é para ganhar o jogo,
Mas, perceber o encarte.
E na arte... da undécima hora,
Fazer a sua parte!
Por hora.

Conhece as regras do jogo?
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Estou precisando delas!
(Regina Moraes, mai. 2017)




"Portanto, cuidai de pôr em prática todos os estatutos e normas que hoje coloco à vossa frente".  (Deuteronômio, 11:32)


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade.

Será possível resgatarmos a finalidade das organizações – públicas e privadas - na trajetória da Democracia participativa e representativa? E dentro desta trajetória organizacional ter como finalidade o próprio  ser humano? E dentro deste, uma espiritualidade moral enraizada no bem comum? Que viabilize uma individualidade que se projete na vida do outro, com reciprocidade?

Nas marés da vida, na tempestade da Ação, uma onda flutuante, uma lançadeira desenfreada, Nascimento e túmulo, um mar eterno, Uma vida que tece e flui, todo luminosa, Assim, no tear sussurrante do tempo é a minha mão que prepara a vestimenta da vida que a Divindade veste! (Goethe - O Fausto)

Será que em algum tempo na vida veremos a organização  democrática em cada oficina e em cada escola; a oficina e a escola em cada templo; cada templo em cada homem e em cada mulher e cada um dentro da vida, todos trabalhando juntos em prol de todos.?

Moral: A construção da vida encontra-se, atualmente, mais em poder dos fatos do que das convicções. (Walter Benjamin) Mas...Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade. (Dom Quixote em Miguel de Cervantes).


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Escolha da Sabedoria

Vigie sempre o seu pensamento,  dele depende  sua vida. (Sabedoria)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Tudo o que não se regenera se degenera


Fazendo uma parábola no tempo, e aportando em 1997, Guy Debord[1] em A sociedade do espetáculo apresenta a sociedade como sistemas centrados na tecnologia, onde o isolamento fundamenta a técnica.

 O que liga os espectadores é apenas uma ligação irreversível com o próprio centro que os mantém isolados. O espetáculo reúne o separado, mas o reúne como separado” (DEBORD, 1997).

      Estamos sós  e não há volta do momento em que estamos vivendo e pode-se tecer o melhor caminho com nossas individualidades? “individualmente, nós resistimos; individualmente eu caio” (BAUMAN)[2].

Nas organizações do espetáculo, a supressão da personalidade acompanha as condições da existência - submetida às normas espetaculares – cada vez mais afastada da possibilidade de conhecer experiências autênticas, e por isso de descobrir preferências individuais (DEBORD, 1997). Para progredir é preciso encontrar a fonte geradora. Para se manter o que se conquistou é preciso incessantemente regenerá-lo. Para cada um e para todos, para si mesmo e para outrem, no amor e na amizade, no passar dos anos, é preciso a regeneração permanente. Tudo o que não se regenera se degenera[3] (MORIN, 2004).



Estamos vivendo uma revolução que preside o surgimento de uma nova época. Tomara que encontremos o caminho cooperativo, colaborativo, o caminho comunitário, pois individualmente vamos mais rápido, mas juntos vamos mais longe!.



[1] A Sociedade do Espetáculo – Rio de Janeiro: Editora Contraponto, 1997
[2] A Sociedade Individualizada
[3] MORIN, Edgar. Em busca do tempo perdido, Editora Sulina

sábado, 24 de dezembro de 2016

Interrogue-se cotidianamente à moda socrática

Para viver á moda socrática, precisamos ir além das aparências das questões e olhar cada objeto, cada fato, cada pessoa, com um olhar diferente do que usamos para viver. É preciso ir além das aparências, que são enganadoras. Por outro lado, aprofundar de forma imediata, sem as chaves do caminho, será um erro, porque não temos as informações necessárias,  uma vez que ainda não  montamos a árvore interna sobre as conexões do assunto, porque o tempo ainda não é chegado. E colher os frutos de forma tão precária, nos levaria a uma compreensão errônea do que queremos estudar ou perceber.

Viver á moda socrática é buscar entender as coisas, interrogando-as com gentileza até que o signo fale ao seu coração e a lógica construa as conexões em sua mente . E neste percurso nos deparamos com  kronus e Kairós, significando que precisamos de tempo para viver as questões, percebê-las, entendê-las e ao mesmo tempo precisamos amadurecer para que nossas considerações sejam menos ilusórias.